Mais de 158 milhões de brasileiros foram chamados hoje às urnas para escolher o próximo presidente da República, além de governadores, senadores e deputados federais, estaduais e distritais. A eleição presidencial concentra as atenções do país e também da comunidade brasileira no exterior, num pleito marcado por forte polarização entre o atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, e o senador Flávio Bolsonaro.
Disputa polarizada e sondagens apertadas
Lula da Silva, aos 80 anos, busca a reeleição e um quarto mandato à frente do país, enquanto Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, tenta devolver o poder ao campo bolsonarista quatro anos após a derrota do pai para o mesmo adversário. As sondagens mais recentes apontam para um empate técnico entre os dois nomes, cenário que mantém em aberto a possibilidade de uma segunda volta, marcada para 25 de outubro caso nenhum candidato alcance mais de 50% dos votos válidos nesta primeira etapa. Outros nomes concorrem ao pleito, como Romeu Zema, Augusto Cury, Ronaldo Caiado e Renan Santos, que juntos não ultrapassam os 10% nas pesquisas, mas cujos votos podem ser determinantes para levar a disputa a uma segunda rodada. las vegas jogo
Voto no exterior: Portugal é o segundo maior colégio eleitoral
Em Portugal, estão recenseados mais de 134 mil brasileiros, fazendo do país o segundo maior colégio eleitoral fora do Brasil, atrás apenas dos Estados Unidos. Em Lisboa, a votação acontece em três locais - Reitoria da Universidade de Lisboa, Faculdade de Direito e Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa -, com ampliação dos pontos de voto para evitar os problemas de afluência registrados em eleições anteriores. No Porto, as mesas funcionam no Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP), enquanto em Faro a votação ocorre na sede do consulado. Ao todo, Lisboa reúne cerca de 79 mil eleitores inscritos, o Porto mais de 47 mil e Faro perto de 9 mil.
Normalidade na votação, apesar de pontuais contratempos
A votação começou às 8h00 em Portugal e transcorre com normalidade, segundo relatos locais. Houve alguns registros de eleitores que não conseguiram votar, mas o cônsul brasileiro classificou os casos como raros, atribuindo-os provavelmente a atualizações cadastrais feitas pelo Tribunal Superior Eleitoral. Uma sala de orientação foi disponibilizada para auxiliar e encaminhar os eleitores com dificuldades. Vale lembrar que o voto é obrigatório para cidadãos alfabetizados entre 18 e 70 anos, inclusive para os que vivem fora do país - que participam apenas da eleição presidencial, já que a escolha de governadores, senadores e deputados é restrita a quem reside no Brasil.
Clima de tensão e alertas internacionais
O ambiente de forte polarização levou países como Reino Unido, Canadá e Alemanha a emitirem alertas sobre possíveis manifestações e confrontos durante o dia de votação. Já Estados Unidos e Austrália optaram por suspender, na sexta-feira, o atendimento em suas representações diplomáticas no Brasil, citando razões de segurança. O desfecho do pleito, somado ao desempenho dos candidatos de menor expressão nacional, deve definir se o país terá um vencedor já neste domingo ou se a decisão ficará para o fim de outubro.